POLÍTICA

Assassinato de Candidato Presidencial Abala o Equador às Vésperas das Eleições

Fernando Villavicencio, defensor das causas sociais e jornalista, foi assassinado a tiros após comício em Quito.

Nesta quarta-feira, dia 9 de agosto, uma tragédia abalou o cenário político equatoriano quando Fernando Villavicencio, candidato à presidência do Equador, foi brutalmente assassinado com três tiros na cabeça após sair de um comício na cidade de Quito. A mídia do país relatou o incidente, que abalou a nação choca e lançou uma sombra sobre a próxima eleição presidencial agendada para 20 de agosto.

Fernando Villavicencio morre
(Foto: Reprodução / The Guardian)

Assessores de Villavicencio confirmaram sua morte, enquanto vídeos perturbadores do atentado circulam no Instagram, evidenciando a gravidade do incidente. De acordo com testemunhas presentes no encontro de campanha, os tiros foram ouvidos e em seguida notaram o corpo do candidato no chão.

Fernando Villavicencio, de 59 anos, era um jornalista e ex-deputado federal, funcionava como uma voz para as causas sociais indígenas e dos trabalhadores. Também foi líder sindical, tendo se declarado como um defensor incansável dos direitos das populações marginalizadas do país.

O trágico assassinato de Villavicencio ocorre em um contexto político conturbado no Equador, que tem enfrentado violência crescente associada ao narcotráfico nos últimos anos. Durante o processo eleitoral, a nação já havia perdido um prefeito e um candidato a deputado devido a atos violentos, além de ameaças diretas a um candidato presidencial.

O atual presidente do Equador, Guillermo Lasso, reagiu ao assassinato nas redes sociais, prometendo uma resposta enérgica ao crime. Lasso enfatizou que o “crime organizado chegou muito longe”, mas garantiu que a justiça prevalecerá.

Fernando Villavicencio era conhecido por suas posições políticas adversárias ao ex-presidente Rafael Correa. No passado, como jornalista, ele foi condenado a prisão por injúrias contra Correa, de quem era um crítico contundente. Sua destemida abordagem ao denunciar supostos comandos de Correa para a invasão armada de um hospital da polícia durante uma rebelião de policiais, levou-o ao exílio no Peru como um exilado político.

Este trágico acontecimento destaca as profundas divisões políticas e os desafios de segurança que o Equador enfrenta no período eleitoral. Com a taxa de homicídios dobrando em 2022 e um ambiente de crescente instabilidade, as eleições gerais agendadas para 20 de agosto agora acontecerão em um cenário ainda mais tenso. A tolerada da opositora Assembleia Nacional, liderada pelo presidente Guillermo Lasso em maio, foi uma tentativa de pôr fim à “crise política grave e comoção interna”, mas os eventos recentes colocaram o país sob uma luz ainda mais crítica.

Vitor Pavanelli

Jornalista - Sócio-Proprietário. contatovitorpavanelli@outlook.com

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