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Entenda o caso da mina da Braskem em Maceió que pode causar tremores nesta sexta (01)

Entenda tudo sobre o caso das minas de Maceió.

Mina da braskem em Maceió/AL
Foto: Reprodução/O Globo

Durante décadas de mineração na região, as minas da Braskem em Maceió foram responsáveis pela abertura de cavernas através da extração de sal-gema. No entanto, desde 2019, quando o Serviço Geológico do Brasil (SGB) confirmou que essa atividade havia provocado o fenômeno de afundamento do solo na região, vários bairros da capital alagoana precisaram ser interditados, trazendo consequências graves para a população local.

Extração de sal-gema resulta em cavernas que causam afundamento do solo na região

O caso ganhou notoriedade após um tremor de terra sentido pelos moradores em março de 2018. No tradicional bairro do Pinheiro, além dos tremores, surgiram rachaduras nos imóveis, fendas nas ruas, afundamentos de solo e até mesmo crateras que se abriram sem aparente motivo. Os moradores relataram que, após um forte temporal em fevereiro do mesmo ano, os danos estruturais no bairro – que já eram frequentes – começaram a se agravar, culminando no tremor sentido semanas depois.

Tremores e danos estruturais levam à interdição de bairros da capital alagoana

Em 2018, danos semelhantes foram identificados nos bairros do Mutange, situado abaixo do Pinheiro e à margem da Lagoa Mundaú, e no Bebedouro, vizinho aos outros dois. Já em junho de 2019, moradores do bairro do Bom Parto também relataram danos graves em suas propriedades. Estudos posteriores confirmaram que o tremor ocorrido em 2018 foi causado pelo desmoronamento de uma das 35 minas presentes na área urbana, indicando a existência de outras minas deformadas e desmoronadas. Em 2023, a cidade precisou ser evacuada porque nesta sexta-feira (01/12), irá acontecer um colapso na mina da Braskem, previsto para acontecer às 06:00 AM.

Ministério Público Federal acompanha o caso e acordo com a prefeitura garante indenização para obras de infraestrutura

Desde então, o Ministério Público Federal em Alagoas (MPF-AL) tem acompanhado o caso, assumindo, em dezembro de 2018, a investigação dos fatos e iniciando ações preventivas em favor dos moradores afetados. Em julho deste ano, a prefeitura da cidade fechou um acordo com a empresa Braskem, garantindo uma indenização de R$ 1,7 bilhão ao município devido ao afundamento dos bairros, que teve início em 2018.

Segundo a administração municipal, os recursos serão direcionados para a realização de obras estruturantes na cidade, bem como para a criação do Fundo de Amparo aos Moradores (FAM). O objetivo é mitigar os impactos causados pelo afundamento do solo e garantir a segurança e bem-estar da população afetada. Acompanhando de perto o desenrolar do caso, o MPF-AL continua atuando para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados e medidas preventivas sejam implementadas, visando evitar novos desastres no futuro.

Vitor Pavanelli

Jornalista e entusiasta de cultura pop, cinema e política. contatovitorpavanelli@outlook.com.

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