
Um homem de 38 anos foi preso preventivamente em Salvador, suspeito de participação na morte de Daniel Queiroz de Oliveira, de 20 anos. O jovem foi sequestrado e morto após uma discussão em uma lanchonete no bairro do Rio Vermelho, em abril deste ano.
A prisão aconteceu na terça-feira (1º) e fez parte da Operação Malhas da Lei, ação voltada para a localização de pessoas procuradas pela Justiça e o cumprimento de mandados judiciais.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Daniel teria sido abordado no Largo de Santana e levado à força por um grupo até a região da Colônia dos Pescadores, na Praia de Santana. O jovem acabou morto em uma área de pedras, onde teria sido atacado com golpes de arma branca.
Discussão começou após cobrança de conta
A investigação aponta que o crime teve início após um desentendimento em uma lanchonete da região.
Daniel estava acompanhado de uma mulher quando os dois consumiram bebidas e uma porção de carne do sol. Segundo os relatos divulgados sobre o caso, houve uma discussão depois que eles questionaram o valor cobrado pela conta.
Após o conflito, Daniel e a mulher teriam sido abordados por integrantes do grupo. A mulher conseguiu escapar e procurou ajuda, enquanto o jovem foi levado pelos suspeitos.
Durante a ação, Daniel também teria sofrido agressões com outros objetos antes de ser levado para a área onde foi morto.
Polícia já havia prendido outro suspeito
As investigações avançaram após a prisão de Jackson Reis dos Santos, apontado como um dos envolvidos no caso. Ele teria sido reconhecido pela mulher que conseguiu escapar da tentativa de sequestro.
Com a nova prisão, a Polícia Civil informou que dois suspeitos estão presos e que outros envolvidos no homicídio já foram identificados.
Durante o cumprimento do novo mandado, os agentes apreenderam um celular, que será encaminhado para perícia. O objetivo é obter novas informações que possam ajudar a esclarecer a participação dos investigados no crime.
Caso continua sob investigação
O caso é conduzido pela 1ª Delegacia de Homicídios, com apoio de outras unidades do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do 30º Batalhão da Polícia Militar.
A investigação continua para esclarecer a dinâmica completa do crime e identificar a participação de todos os envolvidos.
Daniel, segundo informações divulgadas na época, tinha deficiência intelectual, não sabia ler nem escrever e trabalhava como ajudante de carreto.



